domingo, 11 de janeiro de 2009

Continua a blog@r se és do 5º ano...




RECONHECIMENTO DO REINO

- Papa- chefe supremo da Igreja Católica, tinha muitos poderes e todos os reis e imperadores cristãos lhe deviam obediência. Quando se formava um reino cristão era o Papa que reconhecia a sua independência e confirmava o título de rei.


- D. Afonso Henriques, provando que era um bom rei cristão, construiu e restaurou sés e igrejas e deu propriedades e regalias aos mosteiros. Só em 1179 o Papa Alexandre III reconheceu D. Afonso Henriques como Rei de Portugal.


PORTUGAL NO SÉCULO XIII: O REINO DE PORTUGAL E DO ALGARVE

- D. Sancho I, D. Afonso II e D. Afonso III continuaram a conquistar terras aos mouros. Só em 1249 é que o Algarve é definitivamente conquistado aos mouros, por isso D. Afonso III passa a ser intitulado REI DE PORTUGAL E DO ALGARVE.
- Algumas terras continuaram a ser disputadas por estes dois reinos peninsulares. Só no reinado de D. Dinis, em 1297, no Tratado de Alcanizes, ficaram definidos os limites territoriais de Portugal.





5º ANO...é para estudar!




A CONQUISTA DA LINHA DO TEJO

- A Reconquista portuguesa é lenta, com ocupações e percas.
- Depois do acordo de paz com o rei de Leão, em 1143, D. Afonso Henriques instalou-se com a sua corte em Coimbra. Em 1145, D. Afonso Henriques conquistou Leiria. A partir daqui os cavaleiros vão tentar conquistar Santarém e Lisboa (poderosas cidades mouras que formavam a linha do Tejo).
- Os rios eram as fronteiras naturais dos territórios (para Mouros e Cristãos), devido à travessia dos rios ser difícil e perigosa.
- Construíam-se castelos em pontos estratégicos, nas zonas onde os ataques eram frequentes.
- Em 1147 D. Afonso Henriques conquistou Santarém (tomando a cidade de assalto) e Lisboa. Na conquista de Lisboa foram auxiliados por uma poderosa armada de cruzados, vindos do Norte da Europa. A cidade foi cercada por D. Afonso Henriques e o seu exército, por terra e por rio. Ao fim de 4 meses os mouros foram vencidos pela fome e entregaram Lisboa aos Cristãos.
- De 1147 a 1148 os portugueses conquistaram mais terras para Sul, ocupando grande parte do Alentejo. Pouco depois, os mouros receberam reforços militares do Norte de África e recuperaram as terras.
- Em 1185 morreu D. Afonso Henriques.
- A Reconquista Cristã implicou a participação de quase toda a população portuguesa (o rei, ao senhores nobres, os monges guerreiros e o povo) .

Para as turmas A,B,C do 5º ano




A Formação do Reino de Portugal



Período da reconquista cristã

Os reis cristãos tinham dificuldade em vencer os muçulmanos e pediam auxílio aos outros reinos cristãos da Europa. D. Afonso VI (rei de Leão e Castela) fez com que chegassem muitos cruzados (cavaleiros cristãos) para lutar contra os mouros.

D. Raimundo e D. Henrique de Borgonha (dois nobres cruzados franceses) destacaram-se nas lutas e casaram com as filhas de D. Afonso VI. D. Raimundo casou com D. Urraca e foi-lhe dado o Condado da Galiza. D. Henrique casou com D. Teresa e foi-lhe dado o Condado Portucalense.

D. Henrique estava dependente de D. Afonso VI (rei de Leão) e tinha de lhe prestar obediência, lealdade e auxílio militar.

Em 1112 D. Henrique morreu e D. Teresa ficou a governar o Condado Portucalense, porque seu filho, Afonso Henriques, ainda não tinha 4 anos.

Em 1125 Afonso Henriques (com 14 anos) armou-se a si próprio cavaleiro e revoltou-se contra sua mãe (que tinha uma ligação amorosa com o conde galego Fernão Peres de Trava).


Em 1128, D. Afonso Henriques instalou-se com a sua corte no castelo de Guimarães.
Em 24 de Julho de 1128 travou-se a Batalha de S. Mamede (perto de Guimarães), entre os partidários de D. Afonso Henriques e D. Teresa. D. Afonso Henriques venceu e com 17 anos passou a governar o Condado Portucalense e decidiu:
- aumentar os territórios para sul, conquistando-os aos mouros;
- conseguir a independência do seu Condado, travando várias guerras.


Em 5 de Outubro de 1143 fez-se um acordo de paz – O Tratado de Zamora – em que D. Afonso VII (primo de D. Afonso Henriques) concede a independência do Condado Portucalense. Este passa a chamar-se REINO DE PORTUGAL e o 1º Rei é D. Afonso Henriques.

REI –era a autoridade máxima do Reino. Governava, fazia as leis, aplicava a justiça, administrava o Reino, chefiava os exércitos. Decidia a paz e a guerra. A monarquia portuguesa era hereditária – sucedia no Reino o filho mais velho (príncipe herdeiro).

6ºE...é para estudar!




O PAÍS TRANSFORMA-SE NA 2ª METADE DO SÉCULO XIX

A Cozinha Citadina Oitocentista

"A partir da segunda metade do século XIX, com o incremento dos transportes, aumenta a qualidade e frescura dos alimentos nas cidades, permitindo o acesso a uma maior variedade de produtos.
Aparecem novos processos e embalagem, engarrafamento e enlatados a partir de 1850, permitindo a conservação e aquisição de outros alimentos, mas apenas para uma classe média e alta.
Eis alguns dos produtos que mudaram o aspecto e o gosto dos pratos nas mesas da classe média:
Farinha com fermento
Fermento
Gelatina (que permitia criar com pouco tempo e dinheiro sobremesas semelhantes às dos ricos)
Leite condensado e leite em pó
Margarina
Sopas de pacote, vegetais desidratados
Pickles e molhos engarrafados e postos em frascos de vidro de boca larga.
A dispensa e os armários de uma cozinha duma família citadina, cerca de 1890, estava tão cheia de pacotes, latas e frascos como a de uma dona de casa de hoje em dia. Com a ajuda de molhos engarrafados, vegetais enlatados, frutas e essências, a cozinheira podia escolher entre os mais diferentes sabores, tal como um talentoso chefe da cozinha actual."
Adaptado de: Food and Cooking in 19th century Britain History and Recips,Maggie Black; English Heritage; 1985.

6ºE...aproveitem os resumos e apliquem-se...




O PAÍS TRANSFORMA-SE NA 2ª METADE DO SÉCULO XIX

"Encurtar Distâncias"
Havia-se concluído recentemente a linha-férrea de Lisboa ao Porto. Foi esse um acontecimento que alvoroçou de júbilo o nosso pequeno País, onde as jornadas eram longas, perigosas, medonhas. Os salteadores infestavam os caminhos, povoavam as montanhas. As pessoas que viajavam em diligências - veículos puxados a cavalos ou mulas e que só por antífrase podiam chamar-se diligências - procediam a disposições testamentárias antes de sair para alguma parte. O mar era-nos muito mais conhecido, a nós, povo originariamente marítimo, do que a terra. (...)
Não obstante uma certa hesitação que experimentamos ordinariamente em face do desconhecido, a rápida passagem dessa longa fila de carruagens, que mais parecia uma cidade inteira que por encantamento se deslocava todos os dias, era saudada em todas as povoações colaterais com um orgulhoso grito de entusiasmo e as pessoas mais abastadas das povoações próximas invadiam alegremente os vagões, partindo unicamente para uma excursão de prazer ou para visitar um velho parente, que não tinham visto nunca, ou só tinham visto uma vez em toda a vida. (...)
As sensações dos viajantes eram tantas, tão novas, tão diversas que relembrá-las todas seria impossível. A dança fantástica das árvores a aparição e desaparição instantânea das povoações, a festa dos camponeses, a surpresa do grande espaço de terreno que se vencia num pequeno espaço de tempo, as comoções da chegada, a alegria de abraçar os parentes e os amigos distantes, a visita a monumentos desconhecidos, depois o regresso, a explicação da viagem, a história minudenciosa de todos os episódios... tudo isto exaltava por tal modo a imaginação e atiçava a curiosidade, que facilmente suplantava os receios do primeiro momento e fazia com que as pessoas que chegavam zombassem da medrosa superstição das que tinham ficado."
Adaptado de PIMENTEL, Alberto – O Porto por fora e por dentro.

Para o 6º E...2ª metade do século XIX

( Fontes Pereira de Melo)


O PAÍS TRANSFORMA-SE NA 2ª METADE DO SÉCULO XIX


Nesta unidade aprendeste o seguinte:

Portugal na 1ª metade do século XIX estava:
§ Destruído – devido às invasões francesas e guerra civil;
§ Empobrecido – devido aos gastos com a guerra civil e perda dos lucros do Brasil;
§ Atrasado – não tinham sido introduzidos os inventos técnicos registados noutros países.

Em 1851, um governo chamado Regeneração tentou desenvolver o país.

Comunicações:
Reorganização dos Correios (aparecem os selos adesivos e os marcos postais);
Surge o telégrafo e o telefone.

Transportes:
Construção de uma rede de estradas macadamizadas, por onde circulava a mala-posta;
O Comboio – 1856 – Inauguração do 1º tropo de caminho de ferro, que levou à construção de pontes, túneis, estações…
Barcos a vapor, sobretudo ingleses. Tornou-se necessário construir portos e faróis.



A modernização das vias de comunicação e dos meios de transporte permitiu:
Maior mobilidade da população;
Desenvolvimento das actividades económicas (agricultura, indústria e comércio);
Facilitou a troca de ideias e informação.

Para o governo planificar e orientar a sua actuação realizou:
O Recenseamento, para saber quantas pessoas tinha o nosso país e as suas condições de vida (as antigas contagens, numeramentos, apenas permitiam conhecer um número aproximado de habitantes).

Mudanças no Ensino:
Abriram-se escolas primárias (1º livro: Cartilha Maternal);
Formaram-se professores;
Nas principais cidades foram criados liceus;
Foram criadas escolas técnicas;
Criaram-se novos cursos universitários.

Contudo, nem todos frequentavam a escola, principalmente no campo.





AMIZADE...


"Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas, dando-lhes sempre algum significado."